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África tem duas espécies de elefantes

 

Cientistas descobriram que o elefante-africano tem duas espécies, uma da savana e outra da floresta.

 

Era um dado adquirido que há três milhões de anos os elefantes se tinham separado e formado duas espécies distintas: a africana e a asiática. Agora, após dez anos de pesquisa, os cientistas afirmam que afinal existem três espécies, uma vez que se encontraram diferenças genéticas entre os elefantes-africanos da savana e os da floresta. A experiência também permitiu aos cientistas construir as primeiras sequências de ADN do extinto mastodonte americano.

Observadas as espécies de África, concluiu-se que, pesando entre seis e sete toneladas, os grandes elefantes da savana tinham o dobro do peso dos "primos" da floresta. Isto aliado a outras diferenças morfológicas levou a que alguns investigadores concluíssem que existem duas espécies neste continente: Loxodonta africana, na savana, e Loxodonta cyclotis nos bosques. O estudo vem publicado no jornal Public Library of Science Biology.

Os cientistas - dos EUA, Reino Unido e Alemanha - dizem que provaram a sua causa.

"A divergência das duas espécies africanas aconteceu na altura da separação com os elefantes- -asiáticos e o mamute-lanoso", explicou à BBC News Michi Hofreiter, especialista em ADN antigo da Universidade de York, no Reino Unido. "A divisão entre elefantes- -africanos da savana e da floresta é quase tão velha como a divisão entre humanos e chimpanzés. Os resultados supreenderam-nos", acrescentou.

Os investigadores resolveram, também, comparar as sequências de ADN dos elefantes-africanos e asiáticos com o dos mamutes-lanosos e o dos mastodontes americanos, todos membros da ordem dos Proboscidea. O mastodonte extinguiu-se há dez mil anos, mais ou menos na mesma altura em que desapareceram os mamutes. Apesar de o ADN mitocondrial (fora do núcleo) do mastodonte ter sido sequenciado anteriormente, os cientistas afirmam que esta foi a primeira vez que ele foi analisado do núcleo das células - neste caso usando o material de um dente.

Depois de sequenciado o genoma, descobriu-se que a "distância" genética entre o elefante-asiático e o mamute-lanoso era a mesma entre as duas espécies africanas - o que para os investigadores prova a diferença entre as espécies de África.

Confirmada a teoria, pensa-se em separar as duas espécies para ajudar à sua conservação. Outro ponto prende-se com a Lista Vermelha das espécies em perigo, avaliando se alguma das duas espécies está em maior ou menor perigo. Isto poderia ajudar a centrar esforços na espécie mais ameaçada, normalmente aquela que vive na África Central.

 

Last Updated on Saturday, 25 December 2010 23:15  

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